Teoria do Não-Objeto
fichamento ilustrado do texto de Ferreira Gullar - Teoria do Não-Objeto
↳ A morte da pintura como ponto fundamental para a criação do conceito de não-objeto. Nesse sentido, o cubismo teve um papel muito importante para a fragmentação dos objetos, somado ao abstracionismo, que deu sequência ao cubismo, utilizando das cores e formas, não mais elementos concretos, mas ainda dentro dos limites do quadro. Tais movimentos foram essenciais para repensar a forma como se produz e consome a arte, deixando de ser algo concreto e representativo direto, para uma obra participativa, cujo sentido e função são adquiridas mediante a participação das pessoas, como:
- Os bichos de Lygia Clark, a primeira vista pode ser lido como um origami, mas, diferente do origami, ele não representa algo por meio de dobraduras de papel, mas sim placas dobráveis que ganha forma na medida em que o telespectador interage com ele;
- Tropicália de Hélio Oiticica, ambiente imersivo que mistura arquitetura, arte e vivência.
↳ Na evolução da representação abstrata, foi-se deixando de ser apenas obras com figuras geométricas abstratas, para introduzir elementos cotidianos, colagens, etc, até chegar o momento da ruptura dos quadros para a representação das obras fora dele.
↳ 2 forças contrárias nesse meio, uma que quer eliminar totalmente a ligação com o objeto real e outra que usa o objeto real com sentido simbólico, o não-objeto não se encaixa em nenhum dos dois.
↳ momentos que fiquei ?????????
“O não-objeto concedido no tempo: é uma imobilidade aberta a uma mobilidade aberta a uma imobilidade aberta.” - entendi bulhufas apesar da explicação.
“Nascendo diretamente no e do espaço, o não-objeto é, ao mesmo tempo, um trabalhar e um refundar desse espaço: o renascer permanente da forma e do espaço. Essa transformação especial é a própria condição do nascimento do não-objeto.”

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